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ROBIN GIBB EM CARREIRA SOLO

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Vamos destacar esta semana um valioso item da carreira solo do Robin. Trata-se do álbum Walls Have Eyes, aqui ilustrado por meio de um raríssimo CD original da Polydor alemã, prensado em 1985, ano do próprio lançamento do trabalho. Este é um CD procurado por colecionadores do mundo inteiro e, ao contrário do Secret Agent, que recentemente foi relançado em mini disk japonês, só existe nesta versão em mídia digital, feita em tiragem limitada – este CD é inédito no Brasil. Após um complicado processo de ruptura com Robert Sitgwood – que será assunto para outro post –, na metade da década de 80 os irmãos Gibb concentravam suas energias em trabalhos pessoais e para outros intérpretes. Em 1983, Barry havia assinado um contrato com a MCA Records, que estava interessada em promover sua carreira solo com base no sucesso dos Bee Gees no final da década de 70 e em trabalhos mais recentes como Guilty, com Barbra Streisand – em ambos os casos, Barry foi o grande expoente. Em 1984, tan...

COMEÇA A CARREIRA INTERNACIONAL

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NY Mining Disaster 1941 foi o primeiro single da carreira internacional dos Bee Gees. A canção foi escrita na Inglaterra, gravada em março de 1967 e lançada em abril. A estratégia de Robert Stigwood foi vender os Bee Gees como herdeiros dos Beatles – ou “os novos Beatles”. Por isso, já na capa do compacto os irmãos Gibb são descritos como “o novo talento musical de 1967”. O single foi lançado em uma grande festa em uma discoteca londrina, acompanhada por uma cara campanha publicitária. O lado B deste single é I Can’t See Nobody, outro clássico dos Bee Gees. Essa canção foi escrita em 1966, ainda na Austrália. O single que marca a estreia da carreira internacional dos Bee Gees que escolhi para ilustrar este post é uma edição italiana. NYMD 1941 é um dos destaques do álbum Bee Gees First, lançado originalmente na Inglaterra em 14 de julho de 1967. Uma das atrações eram os arranjos orquestrados, lindamente conduzidos por Bill Shepherd – um dos grandes incentivadores dos ir...

PIONEIRO DA IMAGEM LASER

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Muito antes do DVD, e talvez antes mesmo dos LDVs - Laser Disc Videos, surgiram estes raros Video Single Discs. Eles foram uma das primeiras tentativas de armazenamento digital de videos, e, ao que parece, usam a mesma tecnologia dos LDVs. Lançado em 1990 no Japão pela Pioneer, este item aqui apresentado traz um único clipe: Massachusetts. Trata-se de uma participação dos Bee Gees no programa Beat-Club, de 1968, aparição bastante conhecida pela maioria dos fãs. Na época, no entanto, era uma oportunidade rara de ver essas imagens com excelente qualidade - talvez seja esta a única versão lançada oficialmente do clipe (pelo que se pode ver nos créditos, os direitos sobre esse video pertencem à Rádio Bremen and Studio Hamburg, da Alemanha). Este video-disco não roda nos aparelhos de DVD, apenas nos velhos LDVs players, o que limita sua utilidade como mídia nos dias de hoje. Vale mais, portanto, como item de coleção. Este é o único VSD dos Bee Geesque eu conheço - talvez o...

A CONTRIBUIÇÃO VALIOSA DO FÃ CLUBE

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No post de hoje vamos recordar os bons tempos em que o fã clube era uma entidade valiosa para a disseminação de conhecimento e material raro e/ou inédito. Hoje, com a facilidade de acesso a informações pela internet e a propagação de comunidades virtuais, as iniciativas no mundo real não são absorvidas como merecem e, por isso, há cada vez menos clubes em atividade no mundo e cada vez menos iniciativas com a fita que você aqui. O item que eu trago desta vez é uma valiosa contribuição do fã clube alemão para os admiradores dos Bee Gees. Trata-se de uma edição exclusiva em fita VHS – original e selada – do programa produzido a partir da apresentação dos irmãos Gibb em Berlin por ocasião da High Civilization Tour. Este é o único registro que traz material de qualidade extraído dos ótimos shows dessa turnê – há várias apresentações gravadas pela plateia, porém com todos os inconvenientes conhecidos de uma gravação nessas condições precárias. Aqui, em pouco mais de uma h...

MAIS ROBIN GIBB EM ACETATO (Item da internet)

Num dos posts anteriores falei sobre as raridades adquiridas em acetato e quatro demos de inéditas do Robin. Não sei a história por trás do item apresentado no vídeo abaixo, mas se for legítimo é de virar as lombrigas de ponta cabeça. Divirtam-se.

PRIMEIRO TRIBUTO. E OFICIAL

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Com apenas cerca de um ano de carreira internacional, os Bee Gees ganharam este interessante tributo orquestrado. Lançado em 1968 por Robert Stigwood apenas nesta edição inglesa, o álbum traz versões instrumentais de algumas das principais canções dos Bee Gees até então, com arranjo e regência de Bill Shepherd, o maestro das gravações originais de estúdio. Exatamente por isso, seria de se esperar um trabalho tão grandioso quanto as próprias versões originais. Porém, comparado com elas, o resultado parece um tanto pobre, com arranjos bem simples e a velha fórmula de substituir a voz por um instrumento. Assim, em certa faixa Barry vira uma flauta, em outra Robin vira um piano e assim por diante. É mais ou menos o que encontramos nos demais CDs orquestrados com o repertório dos Bee Gees que existem aos montes por aí. Mas, por se tratar de um lançamento oficial e com a presença de Bill Shepherd, é sem dúvida um item obrigatório em qualquer coleção. O álbum traz ainda um comentá...

O PRIMEIRO CD BOOTLEG – AO VIVO NA SUÍÇA, 1968

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Selecionar material para colocar aqui no blog está sendo uma maneira interessante de relembrar e rever detalhes de inúmeros itens da minha coleção que acabam ficando em estado de hibernação nas prateleiras. Hoje me dei conta de que nunca ouvi este raro CD prensado – apenas suas cópias. Há muitos outros CDs que jamais saíram da caixa lá em casa. Mas vamos ao que interessa. Nos anos 70 e 80 me lembro de incontáveis passeios com meus amigos colecionadores de outras bandas na Galeria do Rock em busca de discos pirata. Naquele tempo, disco pirata não tinha a conotação de trambique que tem hoje. Pelo contrário, eram cobiçados itens de coleção, LPs totalmente não oficiais produzidos com material gravado pela plateia em shows e, com um pouco mais de sorte, out takes obtidos junto a funcionários e ex-funcionários de gravadoras e estúdios. Pink Floyd, Black Sabath e, especialmente, Beatles, eram bandas cujos discos piratas eram perfeitamente encontráveis em São Paulo naquela época. Já Bee...